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A Reciclagem integradora dos aspectos ambientais, sociais e econômicos

Livro de Pólita Gonçalves.

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Carta da UCRUS ( Unión de Clasificadores de Residuos Urbanos Sólidos ) sobre o Congresso na Colômbia PDF Imprimir E-mail
Resolução  sobre o Terceiro Congresso Latino-americano e o Primeiro Congresso Mundial de Recicladores de Resíduos, convocado em Colômbia, de l a 4 de março de 2004.

As organizações de base da UCRUS têm analisado os documentos convocatórios do Terceiro Congresso Latino-Americano e Primeiro Congresso Mundial de Recicladores de Resíduos .

Antes da UCRUS existiram grupos que surgiram para lutar pela dignificação do classificador, desde gerar a consciência de que seu trabalho é imprescindível nas modernas sociedades industriais e pós-industriais, até o problema da saúde, a moradía, a educação, e que com o passar do tempo, e os casos de desaparicimento do líder espiritual, haviam se transformado em ONGs, que conseguiam realizar convênios com instituições públicas e/ou privadas, onde se reduzia dramaticamente o número de classificadores assistidos pela organização e os que ficavam em condições de assalariados que no fim das contas obtinham remunerações mínimamente dignas, coexistiam com uma cúpula que, gerenciando os projetos, ficava com a maior parte.

A UCRUS nasceu em oposição a isso, como um autêntico empreendimento de classificadores, com suas imensas limitações em consciência social, ecológica, política, mas com uma base muito clara: sem nenhuma dependência de patrão, governo, partidos ou religiões. Dentro dela podiam e deviam caber todos os classificadores e ainda os lutadores sociais, investigadores, etc, sem distinção qualquer, mas ao mesmo tempo sem admitir qualquer condicionamento. Mais tarde compreendemos que isto chamava-se independência de classe, da classe dos oprimidos, que não tinham nada em comum com a dos opressores, a não ser negociar, contra eles, quando as relações de força –produto da luta- o indicavam.

Assim, a UCRUS participou do primeiro e segundo Congresso Latino-americano, absolutamente dentro das coordenadas estabelecidas para dentro e fora "de casa". Ali tomamos conhecimento, nos fatos, de quanto havia se avançado no campo dos empreendimentos cooperativos e as possibilidades de ter acesso aos primeros escalões da cadeia produtiva.

É à luz dessas experiências que temos analisado os capítulos de: eixos temáticos, participantes, justificação, principais objetivos, programa proposto e programa tentativo. E encontramos, sobretudo neste último, que a propósito do tema "Situação da atividade da reciclagem da Colômbia" há duas apresentações do Ministério de Meio Ambiente da Colômbia e da Prefeitura de Bogotá. Para entender isto, projetando-o ao cenário nacional no Uruguai, é como se convidassemos para participar em nossos eventos, influindo em suas dinâmicas com seus posicionamentos, o chefe do MVOTMA (Ministério de Moradia, Ordenamento Territorial e Meio Ambiente), o arquiteto M. Arana, e ao Prefeito de Montevidéu, o Dr. Erhlich, apoiando a política do primeiro de não exercer a função de polícia ambiental que compete a seu ministério, e que não obriga as empresas que geram resíduos de embalagens a pôr sua contribuição milionária, paralisando a aplicação da Regulamentação da Lei de Embalagens, há dois anos do começo de sua discussão, que deveria ter durado um trimestre, ou apoiando a política do Prefeito de privatizar o único aterro sanitário público, que já tem sido questionado, inclusive pela Central Sindical, a PIT-CNT.

Cabe dizer que o princípio de independência de classe está afetado e o mínimo que podemos fazer é rejeitar isso da forma mais enfática.

Não temos informação precisa acerca da política ambiental do Ministério de Meio Ambiente da Colômbia, nem do Prefeito de Bogotá *, mas sabemos que pertencem a um governo cujo Informe Anual 2007 da CSI (Confederação Sindical Internacional) com 168 milhões de afiliados em todo o mundo, diagnostica e qualifica nos seguintes termos, através das palavras do norte-americano Guy Ryder, presidente da CSI:

"A Colômbia continua sendo o país mais mortífero do mundo para os sindicalistas. No entanto, ao invés de utilizar seus recursos para enfrentar o problema real, o governo de Uribe destina milhões de dólares a financiar uma ampla campanha de relações públicas, e envia altos representantes do Estado ao estrangeiro para dizer ao mundo que a situação na Colômbia está melhorando. Não são mais do que mentiras. Em 2006, 78 sindicalistas foram assassinados, 8 a mais que em 2005, e muitos outros foram vítimas de ameaças, sequestros ou desaparições. A Colômbia é um dos maiores desafios que deve enfrentar nossa nova Internacional, e nos dispomos a tratá-lo, preparando um importante plano de ação da CSI".

Desenvolver na Colômbia o primeiro Congresso Mundial de Classificadores pretendendo que pode funcionar livremente, faz parte "da campanha de relações públicas" denunciada acima. Um Congresso hoje na Colômbia é absolutamente funcional à pretensão de legitimar semelhante cenário de terrorismo do Estado, levado a seu grau máximo, por uma "democracia" corrompida até a medula, na cruza de "paramilitares" e narcotraficantes, montados no governo.

Exigimos um Congresso Mundial, sem importar a modéstia da qual se parte, assim como acontece hoje, com as características clássicas dos Congressos Latino-americanos, mas essencialmente fora da Colômbia de Uribe.

Assim, fazemos um chamado às organizações participantes para exigir uma mudança de cenário, e para começar chamamos a própria Associação Nacional de Recicladores da Colômbia, a compreender esta necessidade, conhecendo os custos que possa ter, e nesse caso, garantindo nossa solidariedade na defesa internacional dos classificadores que se empenhem no desafoo.

* Que pertence a um partido que se desempenha como dissidente para legitimar o regime de Uribe.

Esclarecemos que a UCRUS é um modesto sindicato, mas fortemente ancorado na luta de classes.

Apreciamos a inclusão do eixo temático: "Riscos da privatização dos resíduos para o trabalho dos recicladores", bem como a declaração da Associação Nacional de Recicladores da Colômbia, denunciando a repressão do governo provincial de Macri na Argentina contra os classificadores, mas na medida em que constatamos que se rejeita a repressão a 5.000 km de distância, e não há pronunciamentos sobre a repressão no entorno, com todo o respeito, nos inquietam, como dizemos aqui "os jogos de mosqueta" quando há centenas ou milhares de vidas em jogo.

Recebemos um correio ontem, em que a Secretaria Técnica da Rede Latino-americana de Recicladores trata da resolução tomada pelo novo prefeito de Bogotá que está concedendo a recoleção dos materiais recicláveis a três empresas privadas. É a mesma política do capital monopolista internacional que passa todas as áreas de produção, levadas a cabo pelo Estado ou as organizações sociais, sindicatos classistas etc, à órbita privada ampliando seus domínios, em momentos em que eles mesmos prognosticam sua entrada à primeira crise económico-financeira global do século, que promete ser tão ou mais profundo que a dos anos 29- 30 do século passado.

Ao tempo que rejeitamos com a mesmo ênfase internacionalista tal política, (já dirigimos  o correio pertinente), fazemos notar que é mais grave a vulneração da independência de classe, quando se promove no evento a apresentação da prefeitura, independentemente de quem a ocupe.

Realmente não entendemos a pouca avaliação estratégica de tudo isto que foi questionado. 

Chamamos a MNCR do Brasil para que se pronuncie acerca sobre se o Congresso Mundial nas condições enunciadas e na Colômbia de hoje, pode ser considerado a prolongação do primeiro e do segundo congresso latino-americano.

E os chamamos especialmente para que junto à Associação de Recicladores da Colômbia, sejam os promovedores do congresso mundial em seu país num prazo maior, já que não temos que priorizar nenhuma data negociada com governo algum.

Esperamos resposta urgente dos companheiros do MNCR antes de nos dirigir com este mesmo texto via internet a todos os sindicatos e organizações sociais convocadas para participar como membros plenos ou convidados.


Secretariado da UCRUS, 16 de janeiro de 2008.

Assinam este documento: Cooperativa Juan Cacharpa, Cooperativa Felipe Cardozo, Cooperativa Galponeros, Cooperativa Independencia de la Mujer, Cooperativa Tres Ombúes, Cooperativa El Pinar, Cooperativa La Lucha, Cooperativa Mujeres en Marcha e núcleos de classificadores individuais pertencentes a Aparicio Saravia, El bañado de Carrasco, San Martín y Orsini e Bertani, Cachimba del Piojo, etc.

 
Assista abaixo um vídeo sobre a UCRUS:
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